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ECONOMIA - Greve dos caminhoneiros afeta o crescimento econômico, emprego e inflação do país

A greve dos caminhoneiros que durou dez dias em todo o país e que afetou o abastecimento em supermercados, postos de combustíveis e o bolso do brasileiro, pode trazer consequências na economia do país até o fim do ano. Especialistas ouvidos pelo portal UOL, acreditam que a paralisação pode ter reflexos no mercado de trabalho, na recuperação econômica e na inflação após as medidas tomadas pela União para pôr fim a greve.



Entre os principais prejuízos é a queda na projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018. Analistas acreditam que o governo deve reduzir de 2,5% para 2,2% a expectativa do crescimento econômico do país. Caso essa ideia se concretize, será a segunda vez em que o Governo Federal reduz a projeção do PIB neste ano. No último dia 22, o Banco Central anunciou que o crescimento na economia esperado pelo Planalto na casa de 2,97% caiu para 2,5%.



"Existe todo um problema relacionado ao que foi perdido e ao que deixou de ser produzido na indústria. Nas minhas contas, essa greve deve ter um impacto de até 0,3 ponto percentual no resultado do PIB", afirma o economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo, em entrevista para o UOL.



Ainda na opinião do economista, o medo agora é que outras categorias sigam o mesmo caminho, já que na semana passada, os petroleiros iniciaram uma mobilização exigindo a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis.



"A atividade econômica já estava morna, e o desemprego, alto. Agora, essa greve dos caminhoneiros veio colocar mais lenha na fogueira diante desse cenário", completa.



Contas Públicas



A medida tomada pelo governo de diminuir o preço do diesel em R$ 0,46 por litro pode afetar as contas da União, depois que o presidente Michel Temer prometeu pagar do bolso R$ 9,5 bilhões para a Petrobras.



Para isso, o Planalto precisa reduzir R$ 3,4 bilhões de despesas até o fim de 2018 e isso irá prejudicar programas do governo Federal, SUS e investimentos na educação.



Os programas de transporte terrestre do Ministério dos Transportes serão os mais afetados com cortes de R$ 368,9 milhões. Outros projetos como fortalecimento do SUS (R$ 135 milhões), concessão de bolsas de programas de estímulo ao fortalecimento de instituições de ensino superior (R$ 55,1 milhões), programas de prevenção ao tráfico de drogas (R$ 4,1 milhões) e policiamento ostensivo, rodovias e estradas federais (R$ 1,5 milhão) também sofrerão cortes.



Para completar o valor prometido à Petrobras, o governo federal deve retirar dos cofres públicos os valores de folga do orçamento em relação a meta fiscal, das reservas de capitalização de estatais, reoneração da folha de pagamentos, além de transferir mais de R$ 900 milhões provenientes do IPI de concentrados de refrigerantes e do Regime Especial da Indústria Química.


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