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TRABALHISTA - Sindicatos são reduzidos para manterem seus serviços após o fim do imposto obrigatório.

Após a aprovação da reforma trabalhista no Congresso Nacional no ano passado, os sindicatos estão se vendo obrigados a enxugar os recursos para manterem as portas abertas. Nos primeiros quatro meses de 2018, as receitas tiveram uma queda de 88% se comparado ao mesmo período do ano passado.



Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que somente em abril, as associações arrecadaram R$ 102,5 milhões, representando uma queda de 90% em relação a 2017.



Isso acontece após a extinção do imposto obrigatório aos sindicatos, que era equivalente a um dia de trabalho. Mesmo não sendo mais obrigatório, o imposto ainda existe, mas de forma voluntária, sendo que a empresa só pode fazer o desconto com a autorização por escrito do funcionário.



Com isso os sindicatos se veem obrigados a demitir funcionários, vender bens (carros, casas, apartamentos) e principalmente reformular a política de serviços prestados aos associados.



Para tentar contornar o momento de crise após a nova legislação, os sindicatos estão tentando serem mais atuantes junto aos trabalhadores, além de buscarem novos associados para manter as contas no “azul”.



Um dos pontos que colabora para a falta de recursos nas associações é o desemprego. Sem vagas com carteiras assinadas, o trabalhador não se filia e nem contribui com os sindicatos.



Portanto, a tendência a partir de agora, é aperfeiçoar a organização das entidades para otimizar os serviços prestados com menos recursos.


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