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A cinco dias do tarifaço, veja quais países já fecharam acordo com os EUA e qual a situação do Brasil


29/07/2025
Brasil
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Faltando cinco dias para a entrada em vigor do novo pacote tarifário dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou neste domingo (27) a conclusão de um acordo com a União Europeia (UE). O pacto prevê a redução da tarifa sobre exportações do bloco para 15%, selando mais uma etapa da estratégia norte-americana de rever acordos comerciais com diversos países.

A política tarifária adotada pelo governo norte-americano tem como principal objetivo reduzir o déficit da balança comercial dos EUA. Para isso, Trump tem pressionado parceiros econômicos a renegociarem condições bilaterais, ameaçando impor tarifas mais altas. Até o momento, diversos países conseguiram firmar acordos para reduzir os percentuais, enquanto o Brasil permanece em situação indefinida e pode enfrentar uma tarifa de até 50%.

União Europeia reduz tarifa em troca de investimentos

No acordo firmado com a União Europeia, a tarifa de importação dos EUA sobre produtos europeus foi reduzida de 30% para 15%. Segundo Trump, a negociação avançou após o bloco europeu anunciar investimentos de US$ 600 bilhões nos EUA e um plano de US$ 750 bilhões no setor energético.

 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo visa “reequilibrar” o comércio entre os dois lados e garantir um ambiente mais justo para exportações e importações bilaterais.

Japão fecha acordo com corte de tarifas e abertura de mercado

Na terça-feira (22), Trump confirmou um acordo com o Japão, reduzindo de 25% para 15% as tarifas impostas desde julho. Em contrapartida, o país asiático comprometeu-se a investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos e a abrir seu mercado para produtos agrícolas e automotivos norte-americanos.

No entanto, os produtos de aço e alumínio do Japão continuam sujeitos à alíquota de 25%, conforme anunciado inicialmente.

Indonésia elimina barreiras e amplia compras de produtos americanos

Também na terça-feira, os EUA fecharam um pacto com a Indonésia, prevendo a eliminação de 99% das barreiras tarifárias impostas ao ingresso de produtos norte-americanos. Em troca, a tarifa cobrada pelos EUA sobre produtos indonésios cairá de 32% para 19%.

O país asiático também se comprometeu a adquirir cerca de US$ 15 bilhões em produtos dos EUA nos próximos dois anos e a remover barreiras técnicas e sanitárias que dificultavam o comércio bilateral.

Filipinas garantem tarifa reduzida e isenção para exportações dos EUA

O acordo com as Filipinas estabelece que os produtos daquele país sejam taxados em 19% — abaixo da média de 25% a 50% aplicada a nações sem acordo. Por outro lado, os produtos norte-americanos exportados às Filipinas terão isenção total de tarifa.

Além disso, os dois países reforçaram um compromisso de cooperação militar, segundo comunicado da Casa Branca.

Vietnã aceita condições e evita tarifas maiores

O governo dos EUA determinou uma tarifa de 20% sobre produtos vietnamitas — percentual menor que os 46% inicialmente anunciados. Produtos que apenas passam pelo Vietnã, mas são originários de outros países, terão alíquota de 40%.

Em contrapartida, o Vietnã abriu integralmente seu mercado aos produtos norte-americanos e comprometeu-se a não aplicar tarifas sobre importações vindas dos EUA.

Reino Unido teve primeiro acordo do segundo mandato de Trump

Em maio, os EUA firmaram acordo tarifário com o Reino Unido, prevendo uma taxa base de 10% sobre os produtos britânicos e isenção total para itens aeroespaciais dentro de cotas definidas.

A Grã-Bretanha, por sua vez, reduziu sua tarifa média sobre bens dos EUA de 5,1% para 1,8%, além de implementar medidas de simplificação aduaneira para facilitar as exportações norte-americanas.

Trégua tarifária entre EUA e China será prorrogada

Apesar das tensões, EUA e China chegaram a uma trégua tarifária temporária. Inicialmente, Washington havia anunciado a elevação das tarifas sobre produtos chineses para um mínimo de 145%, o que paralisou parte do comércio entre as duas potências.

Com a trégua, os EUA aplicam uma tarifa-base de 30% sobre produtos chineses, enquanto a China adota um percentual de 10% sobre mercadorias norte-americanas. A expectativa é que as negociações sejam retomadas na próxima semana, com possível prorrogação do acordo por mais 90 dias.

Países com negociações em andamento

Diversos países ainda estão em processo de negociação com os EUA para evitar as tarifas mais altas, com destaque para:

  • Índia: negocia a redução da tarifa para menos de 20%, mediante abertura do mercado agrícola;
  • Coreia do Sul: prepara um pacote de cooperação na construção naval e redução da atual tarifa de 25%;
  • Argentina: busca isenção sobre 80% do comércio bilateral, principalmente nas exportações siderúrgicas;
  • Malásia: tenta negociar para manter tarifas abaixo de 20%;
  • Taiwan: enviou delegação comercial a Washington;
  • Bangladesh: comprou 25 aviões da Boeing na tentativa de evitar tarifa de 35%.

Situação do Brasil ainda é incerta

O Brasil ainda não firmou acordo com os EUA e segue entre os países que podem enfrentar as tarifas mais elevadas, estimadas em até 50%.

Na quinta-feira (24), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou ter se reunido com o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, para tentar avançar nas negociações.

Segundo Alckmin, uma das propostas brasileiras prevê dobrar o comércio bilateral nos próximos cinco anos. O governo brasileiro busca ao menos adiar a entrada em vigor das tarifas para além do dia 1º de agosto, o que permitiria mais tempo para a conclusão de um acordo.

Contudo, neste domingo, Trump declarou que não haverá novas negociações com outros países até o início do próximo mês, o que compromete as chances de adiamento para o Brasil.

Cenário comercial segue incerto e pode afetar exportações brasileiras

Com o avanço dos acordos entre os EUA e diversos países, o Brasil permanece em posição vulnerável diante da política tarifária adotada por Washington. Sem um pacto firmado, o país poderá enfrentar tarifas que inviabilizam setores importantes das exportações brasileiras.

 

Empresários demonstram preocupação com a possibilidade de retaliação e com os efeitos no comércio bilateral. A expectativa do setor é de que o governo continue negociando com foco em preservar empregos e competitividade.


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