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Aposentados: dinheiro parado na conta do INSS pode sumir após dois meses
Milhões de aposentados e pensionistas em todo o Brasil precisam ficar atentos ao calendário de saques de seus benefícios. Isso para não ter surpresas indesejadas na hora de utilizar os seus recursos.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adota uma regra de segurança contínua para proteger a folha de pagamento. Se o valor depositado ficar sem movimentação bancária por mais de 60 dias, a instituição financeira realiza a devolução automática do montante aos cofres da Previdência Social.
Essa medida atinge mensalmente milhares de pagamentos em todo o país. Ainda busca evitar saques indevidos em casos de fraudes, erros operacionais ou falecimento do titular.
Entenda por que o dinheiro retorna para o órgão
A contagem regressiva começa no exato momento em que o depósito cai na conta do beneficiário. A medida funciona como um mecanismo de proteção contra fraudes, depósitos indevidos ou até mesmo para evitar que o recurso fique abandonado em casos de falecimento do titular.
No entanto, o aposentado ou pensionista não perde o direito ao recurso. Caso ocorra o retorno do montante, a quantia fica bloqueada apenas temporariamente para saques ou transferências, aguardando que o próprio titular faça o pedido formal de liberação.
Canais para reaver a quantia retida
Para resgatar o valor estornado, o segurado não precisa enfrentar filas nas agências logo de início. Todo o processo pode ser resolvido à distância, por meio da internet ou de uma simples ligação telefônica.
O caminho mais rápido é utilizar a plataforma Meu INSS, disponível em aplicativo de celular e site. Basta buscar pela opção de emissão de pagamento não recebido, preencher as informações solicitadas e enviar o pedido.
Outra alternativa acessível é a central telefônica 135, que atende de segunda a sábado. O atendimento presencial fica restrito aos casos em que houver pendências de documentos que não possam ser enviadas digitalmente.
Como funciona o limite na prática
Para ilustrar o impacto da regra, se um depósito se confirmar no dia 11 de setembro, o segurado tem até o dia 10 de novembro para movimentar o dinheiro. Passada essa data sem qualquer saque ou transferência, o montante volta para a origem.
Embora o benefício em si não cancele automaticamente, o valor do mês em questão permanece indisponível no banco até que o órgão analise a solicitação de regularização enviada pelo cidadão.
Cuidados essenciais para manter o pagamento em dia
A melhor forma de evitar todo esse trâmite burocrático é criar o hábito de conferir as datas de depósito. Acompanhar o calendário oficial do órgão e checar periodicamente o extrato no aplicativo bancário ajuda a garantir que o saque ocorra bem antes do limite estabelecido.
Além disso, manter os dados cadastrais atualizados e nunca fornecer senhas ou informações pessoais a terceiros são atitudes fundamentais para proteger o rendimento mensal e evitar cair em golpes.
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