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EMPRESARIAL - Empresas brasileiras estão menos inovadoras


17/04/2020
Brasil
Diario do Comercio

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 33,6% das empresas com dez ou mais trabalhadores desenvolveram algum tipo de inovação – seja em produtos ou em processos – entre 2015 e 2017.

O dado consta da Pesquisa de Inovação (Pintec), realizada pelo instituto. O percentual indica que a taxa de inovação ficou 2,4 pontos percentuais abaixo da apurada no triênio anterior, entre 2012-2014, quando alcançou 36% das empresas.

A pesquisa abrange os setores da indústria, serviços e eletricidade e gás -

Segundo o IBGE, uma empresa é considerada inovadora quando introduz no mercado um produto ou implementa um processo novo ou substancialmente aprimorado.

De acordo com o instituto, a retração econômica do período avaliado afetou diretamente as iniciativas de inovação, não apenas com o recuo na taxa de inovação, mas também com a queda nos investimentos em atividades inovadoras e nos incentivos do governo à inovação tecnológica.

Os gastos em atividades inovadoras pelas empresas atingiram R$ 67,3 bilhões em 2017, representando 1,95% da receita líquida de vendas do universo das companhias, com uma queda de 17,42% em relação aos R$ 81,5 bilhões investidos em 2014, equivalentes a 2,5% da receita líquida.

Pela primeira vez na série histórica da Pintec, investimentos feitos pelas empresas em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) ficaram à frente de aquisição de máquinas e equipamentos.

Do total de gastos, R$ 25,6 bilhões foram para atividades internas de P&D. Outros R$ 21,2 bilhões foram aplicados na aquisição de máquinas e equipamentos e R$ 7 bilhões na aquisição externa de P&D.

O gerente responsável pela pesquisa, Flávio Peixoto, explica que, com a recessão econômica do período entre 2015 e 2017, o apoio do governo à inovação por meio de linhas de financiamento registrou queda acentuada, tendo forte impacto na compra de máquinas e equipamentos voltados para atividades inovadoras.

“O apoio público é muito importante. Quando esse apoio diminui, existe grande tendência de as empresas também diminuírem suas atividades inovadoras”, disse o analista. “Também tivemos o efeito do câmbio e os insumos importados ficaram muito caros, o que afetou a aquisição externa de máquinas e equipamentos.”

Segundo a pesquisa, o percentual de empresas beneficiadas com algum incentivo do governo recuou de 39,9%, em 2014, para 26,2%, em 2017.

O financiamento à compra de máquinas e equipamentos, principal mecanismo de incentivo à inovação, foi a modalidade que mais perdeu relevância, caindo de 29,9% de empresas beneficiadas em 2014 para 12,9% em 2017.

Outra modalidade de apoio à inovação, que são os incentivos fiscais da Lei do Bem (Lei 11.196/2005), teve um pequeno avanço. As empresas que se   beneficiaram da Lei do Bem passaram de 3,5% em 2014 para 4,7% em 2017.

Essa norma é considerada um dos principais instrumentos de incentivo à inovação no setor produtivo.

OBSTÁCULOS À INOVAÇÃO

De acordo com o IBGE, no período 2015-2017, os riscos econômicos excessivos ganharam importância para as empresas inovadoras e se configuraram como o principal obstáculo para inovar para 81,8% delas.

Por outro lado, os elevados custos para inovar caíram da primeira colocação no ranking de importância, observados na Pintec 2014, para a segunda na Pintec 2017, sendo indicado por 79,7% das empresas inovadoras.

“A falta de pessoal qualificado foi indicada por 65,5% das empresas inovadoras, despontando como terceiro obstáculo no ranking, ganhando espaço em relação à escassez de fontes apropriadas de financiamento (63,9%), que caiu para a quarta posição”, informa o IBGE.

As empresas que não inovaram no período 2015-2017 apontaram as condições de mercado como a principal razão para não terem realizado atividade inovadora, motivo relacionado com o período de recessão da economia brasileira.

Para o gerente responsável pela pesquisa, um período recessivo causa impacto na decisão da companhia em inovar.

“A inovação é uma decisão estratégica e de longo prazo da empresa. É um fenômeno que custa a aparecer. Tem maturação longa em vários aspectos. No momento em que a empresa se depara com riscos econômicos, é muito natural que ela retraia os seus investimentos em inovação”, disse.

Ainda de acordo com a pesquisa, as empresas maiores são as mais inovadoras.

Os investimentos em atividades inovadoras estão concentrados em companhias de maior porte: 68,9% dos gastos totais foram feitos por empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas.


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