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Pesquisa Mostra por Que Brasileiro Não Consegue Cumprir Metas Financeiras


21/07/2025
Brasil
Forbes

Perder peso. Começar a frequentar a academia. Organizar as finanças. Essas são as três promessas de ano novo mais frequentes. A percepção é que elas não passam de promessas, algo confirmado por uma pesquisa da Serasa. Um levantamento realizado em junho ouviu 1.015 brasileiros de diversas idades e que moram em várias regiões do país.

As conclusões são de que apenas 4 em cada 10 entrevistados seguem os planos financeiros definidos no início de 2025 e que 49% da população gastou mais no primeiro semestre deste ano do que em 2024. Esse dado reflete a dificuldade de manter o planejamento financeiro no dia a dia.

A pesquisa mostra um paradoxo. Apesar do aumento dos gastos, o mesmo percentual de entrevistados, 49%, afirma que sua situação financeira está melhor do que em 2024. A explicação é uma combinação de fatores como redução da inadimplência, recuperação de renda e renegociação de dívidas.

Metas não saem do papel

Entre os objetivos financeiros mais citados no início de 2025, o compromisso de pagar todas as contas em dia foi considerado prioridade para 49% dos brasileiros. Outros 38% se comprometeram a fazer um controle mais rigoroso do orçamento mensal, enquanto 29% disseram pretender economizar uma parcela do salário todos os meses. Investir uma parte da renda mensal foi meta para 21% dos entrevistados, e 19% tinham como propósito limitar melhor os gastos com lazer.

Passados seis meses, os obstáculos para cumprir essas metas ficaram evidentes. O principal fator de frustração foi o aumento do custo de vida, citado por 29% dos participantes. Em segundo lugar, 21% mencionaram o acúmulo de dívidas com cartão de crédito e empréstimos como principal entrave para alcançar seus objetivos. Gastos imprevistos com saúde apareceram como a terceira causa mais mencionada, afetando o orçamento de 13% dos entrevistados.

A conjunção desses fatores reforça uma tendência já observada em outros anos: mesmo com boa intenção e planejamento inicial, a instabilidade financeira e a ausência de acompanhamento frequente dificultam a execução de metas no médio prazo.

Endividamento preocupa

Apesar do sentimento de melhora financeira, o endividamento continua preocupando e pressionando as finanças das famílias. O uso do cartão de crédito, por exemplo, permanece como o principal causador de dívidas entre os entrevistados, ao lado de empréstimos pessoais. Em um ambiente marcado por juros elevados e pouca margem de manobra no orçamento, esses instrumentos continuam sendo utilizados de forma recorrente para cobrir despesas correntes, o que acarreta aumento do custo financeiro no médio e longo prazo.

A presença de gastos inesperados, sobretudo com saúde, também aponta para a ausência de uma reserva de emergência em boa parte dos lares brasileiros. A falta dessa proteção torna os orçamentos mais vulneráveis e compromete a capacidade de planejamento.

Expectativa positiva para o segundo semestre

Apesar das dificuldades enfrentadas no primeiro semestre, o sentimento predominante entre os entrevistados é de otimismo. A pesquisa da Serasa mostra que 57% dos brasileiros seguem confiantes quanto à possibilidade de cumprir novas metas financeiras até o final do ano. Esse grupo indica disposição para retomar o planejamento, mesmo após os percalços iniciais.

Para os próximos meses, 64% dos entrevistados afirmam que desejam economizar mais. Outros 23% têm a intenção de investir parte da renda — uma sinalização de que o foco permanece na construção de uma base financeira mais sólida, mesmo que o cenário econômico ainda imponha desafios.

Segundo Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, o otimismo é um fator importante, mas ele precisa ser acompanhado de ações práticas para gerar resultados. “É possível perceber que muitos brasileiros querem melhorar sua relação com dinheiro, mas, muitas vezes, não sabem como começar ou manter esse compromisso ao longo do tempo”, afirma.

Ela destaca que pequenas atitudes podem fazer diferença ao longo dos meses: “Tudo é mais difícil no começo, mas, com o tempo, quando se torna parte da rotina, fica mais fácil. Com as finanças, é a mesma coisa. Anotar os gastos, entender para onde vai o dinheiro e avaliar o orçamento são atitudes simples que, com o tempo, ajudam a identificar onde é possível economizar e o que pode ser ajustado”.


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