Utilitários Contábeis

Reforma no Simples Nacional: a empresa vai ter que escolher entre o DAS e o modelo híbrido, e o contador será cobrado primeiro


22/07/2026
Brasil
Contábeis

Um cliente do Simples que vende para indústria começa a ouvir uma frase nova do comprador: preciso de crédito dos novos tributos para continuar comprando de você. Em outro caso, o concorrente do cliente passa a oferecer esse crédito e ganha vantagem na negociação. O empresário não entende exatamente o que está acontecendo, mas sente o efeito na conversa de venda, e liga para o escritório atrás de resposta.

Essa cobrança já está chegando, antes mesmo de toda a regulamentação estar publicada. O contador é o primeiro a ser procurado, e precisa responder sobre algo que, até pouco tempo atrás, não fazia parte da rotina do Simples.

É essa resposta que o Simulador da Reforma para Empresas do Simples Nacional ajuda a montar: com os XMLs e o PGDAS que o escritório já tem, ele compara o DAS e o modelo híbrido empresa por empresa. Antes de ver como, vale entender a decisão nova que a Reforma coloca na mesa do Simples.

 

A decisão que não existia no Simples

Com a Reforma, as empresas do Simples passam a ter uma escolha concreta sobre o recolhimento do IBS e da CBS. Elas podem continuar recolhendo os dois dentro do DAS, como acontece hoje, ou migrar para o modelo híbrido, recolhendo o IBS e a CBS por fora do DAS, na sistemática de débito e crédito, enquanto os demais tributos do Simples seguem na guia unificada. Em setembro de 2026 abre a janela de opção que define como a empresa vai recolher esses tributos no primeiro semestre de 2027, e quem optar tem até 30 de novembro de 2026 para cancelar a escolha. Uma segunda janela, em março de 2027, define o segundo semestre — e vale tanto para quem deixou setembro passar quanto para quem já optou e quer rever a decisão.

O problema é que essa escolha não se resolve comparando qual alíquota é menor. Uma empresa pode pagar menos tributo permanecendo no DAS e ainda assim perder competitividade, porque os clientes dela precisam de crédito integral que o DAS não oferece — no regime unificado, o crédito transferível ao cliente corresponde apenas à fração de IBS e CBS efetivamente recolhida dentro da guia, significativamente menor do que a alíquota plena. Outra pode migrar para o híbrido sem necessidade e acabar com a carga maior. Em alguns casos, sair parcialmente do DAS só faz sentido se a empresa reorganizar a cadeia de fornecedores para conseguir aproveitar créditos nas compras.

A decisão passa a depender de como a empresa vende, para quem vende, de quem compra e quais mercadorias fazem parte da operação. Cada um desses pontos puxa uma análise diferente.

 

Por que fazer isso no manual não fecha

Para responder bem, o escritório precisaria reunir as notas de entrada e de saída, identificar os clientes e os fornecedores, revisar a classificação fiscal das mercadorias, projetar os cenários de IBS e CBS ao longo da transição e ainda organizar tudo de forma que o empresário entenda. Feito na mão, isso vira horas de planilhas paralelas, cruzamentos manuais e dependência de poucas pessoas que dominam o assunto dentro do escritório. Em uma carteira com várias empresas do Simples, esse esforço se multiplica e não cabe no tempo que o cliente está disposto a esperar.

 

XMLs, PGDAS e três leituras da operação

A frente que a e-Auditoria construiu para esse cenário trabalha com dois documentos que o escritório já tem, os XMLs das notas de entrada e saída e o PGDAS em PDF. A partir deles, o sistema monta os dois cenários, dentro do DAS e no modelo híbrido, e projeta a comparação ano a ano entre 2027 e 2033, cobrindo a transição completa para o Simples.

Além da comparação tributária, a ferramenta organiza três leituras que tornam a conversa com o empresário mais objetiva e ancorada nos dados da própria operação. A análise da cadeia de clientes, feita pelos XMLs de saída, mostra quanto da receita depende de clientes que vão precisar de crédito de IBS e CBS e se existe risco concentrado em poucos compradores. A análise da classificação fiscal cruza os NCMs das mercadorias e os CFOPs das operações com a base tributária da plataforma e as regras da LC 214/2025, identificando reduções aplicáveis. A análise da cadeia de fornecedores, feita pelos XMLs de entrada, mostra quanto de crédito a empresa conseguiria aproveitar no modelo híbrido e se os fornecedores atuais sustentam essa escolha.

Esse costuma ser o ponto que define a escolha. Quando a empresa compra quase tudo de outros optantes pelo Simples, o crédito nas entradas é baixo e o modelo híbrido tende a fazer menos sentido. Quando dá para trocar parte dos fornecedores, o cenário pode mudar bastante, e a ferramenta permite simular essas trocas antes de qualquer mudança real na operação.

 

O Simulador da Reforma para o Simples dentro da plataforma

Essa frente se materializa no Simulador da Reforma para Empresas do Simples Nacional. Ele roda a partir dos XMLs e do PGDAS da mesma competência, considera as despesas que geram crédito e não vêm em nota, como energia, internet e aluguel, quando o usuário as informa, e entrega gráficos, relatórios e cenários comparativos que podem ser salvos e exportados. O relatório também pode passar pela inteligência artificial da plataforma, que organiza os números em um laudo interpretativo para apoiar a reunião com o empresário.

A metodologia se apoia na LC 123/2006, que rege o Simples, e na LC 214/2025, que regulamenta a Reforma. Como em toda a plataforma, o limite está claro. A ferramenta entrega cenários comparativos, não um veredito automático sobre o melhor regime. A decisão final é do contador junto com o empresário, porque envolve fatores que não estão nos números, como o relacionamento com clientes e a estratégia comercial da empresa. A simulação também é projeção de cenário, não a apuração efetiva do IBS e da CBS no dia a dia, e a qualidade do resultado depende da qualidade dos XMLs e do PGDAS.

 

A casa por trás da frente

A e-Auditoria trabalha há mais de uma década com inteligência fiscal aplicada a dados reais de escritórios contábeis. O Simulador para o Simples nasce desse trabalho, com foco em transformar uma decisão técnica difícil em uma análise que o escritório consegue entregar para a carteira inteira.

"O empresário do Simples vai descobrir que a Reforma mexe com a competitividade dele, não só com o imposto que ele paga. Quem chegar primeiro nessa conversa, com cenário estruturado e empresa por empresa, defende a carteira e abre espaço para um serviço consultivo que antes não existia no Simples", afirma Fred Amaral, CEO da e-Auditoria.

 

Conheça o Simulador da Reforma para o Simples

Para ver como comparar o DAS e o modelo híbrido nos clientes do Simples, conheça o Simulador da Reforma para Empresas do Simples Nacional da e-Auditoria e agende uma demonstração.

Sobre a e-Auditoria

A e-Auditoria é uma plataforma de inteligência fiscal voltada a escritórios contábeis. Ela reúne auditoria digital, correção de SPED, apuração do Simples Nacional, simulação da Reforma Tributária e recuperação de créditos, com o propósito de reduzir retrabalho, dar mais segurança à escrituração e liberar a equipe do escritório para atuar de forma mais consultiva com os clientes.


O nosso site usa cookies

Utilizamos cookies e outras tecnologias de medição para melhorar a sua experiência de navegação no nosso site, de forma a mostrar conteúdo personalizado, anúncios direcionados, analisar o tráfego do site e entender de onde vêm os visitantes.

Centro de preferências de cookies

A sua privacidade é importante para nós

Cookies são pequenos arquivos de texto que são armazenados no seu computador quando visita um site. Utilizamos cookies para diversos fins e para aprimorar sua experiência no nosso site (por exemplo, para se lembrar dos detalhes de login da sua conta).

Pode alterar as suas preferências e recusar o armazenamento de certos tipos de cookies no seu computador enquanto navega no nosso site. Pode também remover todos os cookies já armazenados no seu computador, mas lembre-se de que a exclusão de cookies pode impedir o uso de determinadas áreas no nosso site.

Cookies estritamente necessários

Estes cookies são essenciais para fornecer serviços disponíveis no nosso site e permitir que possa usar determinados recursos no nosso site.

Sem estes cookies, não podemos fornecer certos serviços no nosso site.

Cookies funcionais

Estes cookies são usados para fornecer uma experiência mais personalizada no nosso site e para lembrar as escolhas que faz ao usar o nosso site.

Por exemplo, podemos usar cookies de funcionalidade para se lembrar das suas preferências de idioma e/ ou os seus detalhes de login.

Cookies de medição e desempenho

Estes cookies são usados para coletar informações para analisar o tráfego no nosso site e entender como é que os visitantes estão a usar o nosso site.

Por exemplo, estes cookies podem medir fatores como o tempo despendido no site ou as páginas visitadas, isto vai permitir entender como podemos melhorar o nosso site para os utilizadores.

As informações coletadas por meio destes cookies de medição e desempenho não identificam nenhum visitante individual.

Cookies de segmentação e publicidade

Estes cookies são usados para mostrar publicidade que provavelmente lhe pode interessar com base nos seus hábitos e comportamentos de navegação.

Estes cookies, servidos pelo nosso conteúdo e/ ou fornecedores de publicidade, podem combinar as informações coletadas no nosso site com outras informações coletadas independentemente relacionadas com as atividades na rede de sites do seu navegador.

Se optar por remover ou desativar estes cookies de segmentação ou publicidade, ainda verá anúncios, mas estes poderão não ser relevantes para si.

Mais Informações

Para qualquer dúvida sobre a nossa política de cookies e as suas opções, entre em contato conosco.

Para obter mais detalhes, por favor consulte a nossa Política de Privacidade.

Contato