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Reforma Tributária exigirá investimento de bilhões em 2026 e promete corrigir falhas do sistema atual de arrecadação, aponta estudo


24/10/2025
Brasil
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A Reforma Tributária já está agitando o mercado e a expectativa é que este movimento aumente, já que a mudança colocará em prática a vinculação direta entre dois grandes ativos nacionais: o sistema tributário e o sistema financeiro. Segundo levantamento da Omnitax, empresa especializada em inteligência fiscal e tributária, somente em 2026 os investimentos públicos e privados necessários para integrar o sistema tributário ao sistema financeiro devem chegar a R$ 6,3 bilhões. 

Pelo lado dos sistemas coletores de tributos, soma-se R$ 600 milhões + R$ 2.363 bilhões + R$ 2 bilhões, ou seja, cerca de R$ 4.964 somente no ano de 2026. Já do lado dos pagadores de tributos, as empresas, temos um universo de 22 milhões de CNPJs em que, ainda de acordo com a Omnitax, cerca de 1.000 dessas empresas deverão ter um gasto médio de 4 milhões para os próximos 3 anos, ou seja, um total de 1,333 bilhão em 2026. 

“Há grande expectativa para que se altere de forma significativa o sistema tributário nacional, especialmente a tributação sobre o consumo. Para se ter ideia, as estimativas mais otimistas apontam para até R$ 900 bilhões a mais de impostos coletados por ano. Trata-se de uma meta ambiciosa e de grande custo para os novos sistemas em construção pelo Fisco nos âmbitos federal, estadual e municipal e para as empresas”, afirma o CEO da Omnitax, Paulo Zirnberger.

O crescimento virá da atuação conjunta do sistema tributário com o sistema financeiro, que promete coletar mais impostos do mercado informal e do ilícito que, segundo os levantamentos da Omnitax, ainda representa 40% de todo o dinheiro movimentado no país.

O novo sistema do split Payment inteligente e a vinculação entre os sistemas de nota fiscal eletrônica e de pagamentos vai coibir a prática de que a Nota Fiscal seja emitida em valor diferente da transação bancária. “Vamos reduzir fraudes, sonegação e informalidade fazendo aparecer o PIB escondido do país”, ressalta o CEO. 

Ele lembra que o princípio do sistema é a massiva obrigação de documentos e eventos eletrônicos em todas as transações financeiras no país. “O novo sistema do SERPRO e o do comitê gestor do IBS vão exigir que o evento de pagamento esteja atrelado a Nota Fiscal eletrônica. Isso significa que a chave autenticadora da nota fiscal eletrônica vai ter que ser informada na opção de pagamento escolhida e no momento que a transação for aprovada pelo Banco ou pelos Adquirentes de Cartão e com isso, o token de aprovação do pagamento também fica vinculado e será rastreado na nota fiscal eletrônica de forma a permitir a sonhada conciliação financeira”, explica. 

O especialista ainda afirma: “a perspectiva é que este complexo sistema permita que o Brasil colete mais tributos e, portanto, melhore as condições comerciais para as empresas que arcam com a operação do ilícito e obscura informalidade. Como bônus, poderá ser possível até mesmo reduzir o maior Imposto sobre Valor Agregado (IVA) do mundo. Na prática, é um modelo de imposto amplamente utilizado em diversos países para a cobrança de impostos sobre o consumo”. Zirnberger ressalta que o IVA foi projetado para “ser um imposto indireto que incide sobre o valor adicionado em cada etapa da cadeia de produção e distribuição de bens e serviços”. 

O CEo ainda lembra que esta aposta no novo sistema conta com um orçamento invejável até para as maiores economias mundiais. Como referência, o orçamento do Comitê Gestor do IBS, que cuida dos tributos estaduais e municipais têm um orçamento para 2025–2028  de até R$ 3,8 bilhões sendo 2025: R$ 600 mi, 2026: R$ 800 mi, 2027: R$ 1,2 bi, 2028: R$ 1,2 bi. Já a Receita Federal do Brasil (RFB), que é responsável pela parte federal, CBS, da Reforma Tributária tem um orçamento em 2026 de R$ 2,3 bilhões. 

Estima-se que mais de 2.000 profissionais estejam alocados no projeto. Somado a isso, há investimentos feitos pelo setor privado, principalmente aqueles que irão habilitar e permitir ao sistema financeiro rastrear e relacionar todas as liquidações, pagamentos aos documentos eletrônicos. Só nos meios de pagamento se estima que mais de 2 bilhões de reais serão gastos nessa adaptação tecnológica no ano de 2026. 

Com informações Omnitax


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